27set
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Os sons da floresta e a agência de Relações Públicas

Conta uma antiga lenda oriental, que um rei mandou seu filho estudar no templo com o grande mestre, com o intuito de prepará-lo para suceder o pai. Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre logo o mandou para passar um ano, sozinho na floresta Sua tarefa era descrever os sons do local.

Ao término desta missão, este rapaz dirigiu-se ao seu mestre e pôde mencionar diversos sons: canto dos pássaros, o roçar das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo suavemente na grama, o zumbido das abelhas e o barulho do vento cortando os céus.

Quando o príncipe voltou, o mestre, então, lhe disse que precisaria passar mais um tempo na floresta, pois não tinha ouvido verdadeiramente todos os sons. O jovem rapaz, mesmo sem entender voltou. Já ao final de sua jornada, ele teve um verdadeiro encantamento: pôde enfim, depois de muita concentração e atenção, detectar outros sons, bem mais profundos do que os da sua primeira experiência.  O príncipe ouviu o ruído absolutamente particular do orvalho caindo, foi capaz de “ouvir” o crescer das pequenas plantas e o pouso dos pequenos insetos. Agora sim ele poderia retornar com a missão cumprida.

A história dos sons da floresta ilustra bem o que acontece com o clima interno de uma agência de Relações Públicas. Ao escutar ativamente e profundamente todos os sons ao seu redor, desde as ações dos clientes, suas preferências e queixas, ao escutar o que seus colegas de trabalho estão divulgando, seus dilemas, conseguimos atender as necessidades mais profundas tanto da equipe como do cliente.

Por exemplo, quando escutamos atentamente o noticiário, o que está em alta e sendo mais comentado, conseguimos montar uma sugestão de pauta que chame atenção dos jornalistas e dê retorno. Ao ouvir os questionamentos, dúvidas e sugestões dos clientes, podemos ter outra visão sobre os temas a serem trabalhados e seu público-alvo. E ao prestar atenção atentamente em nossos colegas de trabalho, conseguimos ajudá-los a trabalhar determinados assuntos e sugerir outras visões sobre determinado assunto.

O RP eficaz está, assim como a sua equipe, concentrado em escutar, ativamente e profundamente, todos os sons ao seu redor. Se fizer isto, poderá alcançar resultados positivos. Esta é uma verdade, igualmente, para todos os Relações Publicas, jornalistas e clientes. Os ouvidos precisam ser treinados, de fato, para ouvir, para conseguir enxergar e entender o melhor caminho.

Maria Carolina Rossi

Maria Carolina Rossi

Maria Carolina Rossi é jornalista e responde pelo Relacionamento e Ativação da Digital Trix.