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Como driblar a crise

Estar no mercado é estar exposto a crises. Essas, que não acontecem do dia para a noite e são sucessivos acontecimentos negativos em que não foi possível reverter a situação ou criar um ambiente favorável. A imagem e credibilidade da organização são abaladas, além de prejudicar os negócios da empresa podendo levar a falência. Mas é possível prever e evitar – na medida do possível – que a organização fique vulnerável, com o gerenciamento de crise.

A gestão de crise pode ser dividida em três partes: comunicação preventiva, comunicação em crise e comunicação pós-crise. Para ficar mais fácil, pense em uma pessoa. Homens e mulheres podem ficar doentes, e é por esse motivo que devem ir ao médico eventualmente, para assim preverem uma doença mais séria. Mesmo tomando os cuidados necessários, há a possibilidade de ficarem doente repentinamente, e neste caso, é preciso agir com rapidez para que o vírus não se instale e haja uma complicação. A mesma coisa acontece em uma organização. A crise é um vírus, e uma simples gripe organizacional pode virar uma pneumonia.

Por esse motivo é tão importante ter um planejamento de gestão de crise. Em um momento complicado como esse, comunicar da forma correta pode ser a linha tênue entre sair com o mínimo de prejuízo e falir. Ser transparente e assumir as responsabilidades são um dos primeiros passos a ser tomado. Corrigir a falha e oferecer uma solução traz credibilidade em um momento em que não há nenhuma.  Mesmo após a sua resolução, o trabalho não acabou. Agora, é necessário fazer o levantamento de todos os dados e realizar pesquisas de opinião, avaliações de imagem e reputação.

Pensemos um pouco antes de toda instabilidade organizacional. Ter um bom relacionamento com seus stakeholders e conhecer seu público para construir um relacionamento baseado em confiança, credibilidade e transparência já é um bom começo para não temer uma crise. Pode não parecer, mas eles podem facilitar na resolução de uma crise, pois acreditam no seu propósito.

E convenhamos: todos cometem erros.

*Por Ana Luiza Mousinho, estudante de Relações Públicas.